BLOG DO RONALDO - NEGÓCIOS JÁ
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01 ano em seis meses
 
 

No penúltimo dia do fim do ano, sábado (30), fui convidado a debater com os 04 prefeitos da região metropolitana do Vale do Aço sobre o que mais importante aconteceu na economia em 2017 e as perspectivas para 2018 no Brasil, estado e região no programa “A Corrente do Bem” da Rádio Itatiaia Vale do Aço. Na verdade, fiz um painel no início do programa e projeções ao final. Ouvi muito sobre cada desafio enfrentado pelos prefeitos e, ao mesmo tempo, ouvi o otimismo com o que esperam o ano que estava por se iniciar.

De todos, o mais otimista foi o autodenominado “ufanista” prefeito Sebastião Quintão de Ipatinga. Na verdade, me surpreendeu, pois foi o que enfrentou mais dificuldades em 2017. Recebeu a famosa “herança maldita” de salários atrasados, parcelamento dos que estavam sendo pagos, suspensão do pagamento de complementações de servidores e pensionistas inativos, ruas similares à lua...e, no entanto, declarava em auto e bom som seu amor pelo país e, sobretudo, sua crença na redenção da nação.

Já o prefeito Marcos Vinícius de Coronel Fabriciano, entendeu que seus maiores desafios foram superados em 2017. Primeiramente, pela inexperiência em conviver com a burocracia própria do serviço público que dificultou a mobilidade do governo, tanto no processo de tomada de decisões quanto na execução delas. A assunção por parte do município da gestão plena da saúde, gerindo os recursos do Hospital José Maria de Moraes (ex- São Camilo e Siderúrgica) foi o ato mais decisivo de todo o ano, sendo divisor de águas na medida que há 04 meses não recebe os recursos do governo do estado para a sua manutenção e ainda consegue mantê-lo em operação.

Já o apresentador do programa e prefeito Geraldo Hilário, prefeito de Timóteo, deu à sua PPP (Primeiro as pessoas pobres) o eixo principal das ações de seu governo. Enfrentou problemas graves na área da saúde pela total falta de condições de atender às demandas de urgência/emergência com a paralisação dos trabalhos do Hospital Siderúrgica (atual José Maria de Moraes), a superlotação da Unidade João Octávio e as limitações do Hospital Vital Brazil.

A prefeita Luzia de Santana do Paraíso, no fim do ano, teve que conviver com o atraso do repasse do ICMS e ainda está às voltas com dificuldades para o pagamento de salários e 13º. Conta com o apoio contumaz do experiente ex-prefeito Kim, mas a criatividade, por enquanto será o que vai dar o tom no início do ano.

No entanto, chamei a atenção sobre um aspecto ao qual todos ignoravam até o momento. Durante vários momentos, as incursões à Brasília atrás de recursos federais para resolver problemas locais por meio de deputados e políticos influentes foi apontado como estratégia contumaz durante 2017. A peregrinação por busca de apoio e acesso a ministros de estado, secretários e outras autoridades foi decisiva para a resolução de problemas em 2017.

No entanto a continuidade desse  “recurso” administrativo terá que ficar restrita à seis meses e esses, por sua vez, menos efetivos (temos no meio carnaval e semana santa). Em junho o país paralisa tudo para a Copa do Mundo da Rússia e julho ressente-se da ressaca (seja qual for o resultado). Em agosto, começa a campanha eleitoral mais efetiva (São vários cargos em disputa e a reeleição de vários deputados os tirarão do dia-a-dia de Brasília). As eleições findarão em 15 de novembro com o segundo turno para presidente ou governador, algo a princípio inevitável. Feito isso, seja qual for o resultado, o clima de fim de festa do atual governo servirá apenas para empurrar com a barriga até 31 de dezembro de 2018. Ou seja, é melhor que todos e, principalmente os prefeitos, comecem a planejar um 2019 que compense os 06 meses perdidos em 2018. Infelizmente, o tempo será curto para tantas demandas e a “Sapucaí” urge!